quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PARA QUÊ O 25 DE NOVEMBRO?

Se alguém me viesse dizer que o 25 de Novembro de 1975 seria escusado, dado o estado de coisas que os ditadores da democracia à portuguesa resolveram implementar no País, eu estaria pronto a concordar com esse alguém... se não soubesse bem o tipo de pessoas povoam este que foi um "jardim da Europa à beira mar plantado", pois são dadas a reivindicar, protestar, partir tudo, destruir a esmo, barafustar quanto baste e tudo aquilo que lhe está inerente, mas na hora de votar... 
Sabe-se que o 25 de Novembro, que em breve se comemora, foi uma tentativa que alguns patriotas houveram por bem fazer para ser reposta a verdadeira essência do 25 de Abril, pois estavam a acontecer desvios ao espírito da Revolução dos Cravos... que hoje é, por um lado,  uma autêntica utopia nacional, nascida na mente de alguns militares esquerdistas  que pretendiam adquirir algum protagonismo histórico, aliciando,  para dar credibilidade ao seu plano, muitos Militares que acreditaram na pureza daquilo que lhes foi apresentado como uma Revolução Democrática que pretendia devolver ao Povo a Liberdade.
E a liberdade apareceu, ainda que não tenha sido estabelecido o limite dessa mesma liberdade, que quando demasiada se pode vir a tornar num pesadelo.
 Até uma simples canção surgida nos tempos de Abril se tem tornado numa arma de arremesso... diria antes, numa falta de educação, de civismo de quem a canta.

Será que, como consequência dessa grande liberdade que Abril trouxe a Portugal, não teremos de lamentar, um dia destes, a liberdade concedida a um qualquer 'inofensivo' cidadão descontente com as liberdades democráticas, o leve a fazer a reposição do filme "11 de Setembro", utilizando um dos aviões da TAP para assustar o Palácio de São Bento, as Torres das Amoreiras ou as do Parque das Nações...
É apenas para que se pense nesta hipótese, que poderá ser remota, é certamente utópica mas... também o Old Trade Center  de Nova Yorque era impensável... até ao dia 11 de Setembro.  
 
Sei que não podemos estar sempre a pensar que os políticos são pessoas detentoras da verdade, porque isso é passar-mos a nós próprios um atestado de imbecilidade!
A Doutora Manuela Ferreira Leite, aquela feiosa do PSD que já foi ministra de tudo neste País - não sei se foi Ministra Extraordinária da Comunhão, desconfiando que não só porque ela nunca deu nada a ninguém - disse um dia que seria útil suspender-se a Democracia durante algum tempo. Procurei onde teria ela tido aquela visão, que tanto poderia provir de uma mulherzinha de virtude, de um bolinho da sorte chinês ou de um qualquer esquema informático que ela tenha descoberto no seu 'MAGALHÃES' pessoal... e não é que é verdade? ELA TEM UM PROGRAMA PARA DESLIGAR A DEMOCRACIA E JÁ O COLOCOU À DISPOSIÇÃO DOS PARTIDOS DO GOVERNO!
Vamos lá a vêr se o utilizam bem... ou então faz-se outro 25 de Novembro, para vêr se o País entra nos eixos ou não!
Já agora: Para que serviu o 25 de Abril? Sabem? E o 25 de Novembro?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SER VETERANO MILITAR EM PORTUGAL




"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos.
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."
 


BARACK OBAMA no MEMORIAL DAY (durante a cerimônia do Dia do Veterano) há alguns dias. 
Dedicado àqueles que perguntam: “Para que servem os militares?”

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Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do nosso país, desde o início do século XX até à actualidade.
Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português, enviado para a Flandres durante a 1ª Guerra Mundial, nem das forças que, nesse mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu no dia 14 de Dezembro de 2002.
Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses,  mas  a partir de finais dos anos 1950, os Soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro naquele que era o Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos países da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Veteranos ou Antigos Combatentes, mas deveria ser, sobretudo,  iguais. Não deveria haver, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deveria ser, mas há muitas coisas que nos afastam das palavras sabias de Obama, como seja a dignidade conferida pelo estatuto de antigo Combatente, de Veterano de Guerra que não desejou ser, mas que as contingências e o martírio porque estavam a passar os nossos compatriotas que haviam escolhido labutar em terras de África, gritou mais alto!
Não foram, de modo algum, levados pelos vencimentos chorudos que hoje se pagam a um militar... para ir passar uns tempos no Kosovo, no Afeganistão, na Croácia ou em qualquer outro local onde seja necessário o seu braço armado.
Sinais dos tempos... pois nunca se pagaram prémios de seguro às famílias dos que pereceram no então Ultramar. Talvez fosse por serem Militares de 3ª. Classe, comparativamente aos de agora, pois faziam-se transportar em navios a ameaçar ruína, que transportavam Homens como se de sardinha enlatada se tratasse, em condições infra-humanas e não em modernas aeronaves, como agora acontece!
 
Vamos reflectir nisto: As coisas mais importantes do mundo são: disciplinar e ser disciplinado, educar e ser educado,treinar e ser treinado, acatar e se acatado, respeitar para ser respeitado, passar... porque um dia será ultrapassado, conquistar... para não ser conquistado, ser o melhor... até que outro conquiste o seu lugar.
A guerra ! É uma coisa demasiada grave para ser confiada aos militares.
Georges Clémenceau
É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.
Charles de Gaulle
 
 Sente-se mágoa quando vemos a forma como os Veteranos de Guerra são tratados pelos nossos governantes. Sentimos que fomos obrigados a deixar as nossas profissões, os nossos familiares, os nossos amigos, para ir para uma guerra que não escolhemos, mas nela lutámos pelo País, dando o melhor de nós próprios... mas  hoje somos esquecidos, perdemos até o direito à dignidade de morrer, porque os Hospitais não se compadecem dos Veteranos, como está provado.